terça-feira, maio 20, 2014
Crianças especiais, pais especiais!
Como o amor e a dedicação podem superar o desafio de cuidar de um filho especial
Um casal, ao planejar a chegada de um bebê, vivencia o momento pré-gestação e gestação com grande expectativa. Ambos criados de maneiras distintas compartilharão este sonho, vão projetar ideais de como este filho deve ser. Isso cabe, a meu ver, em qualquer gestação, pois mesmo quando não planejada, os pais tendem, após digerir a boa nova, a realizar projeções diversas. E então, escolhem o nome, o time de futebol, a escola e muitos, até a carreira que o filho irá seguir. Esperam que tenha o sorriso da mãe, os olhos da avó, o jeito do pai, que venha com saúde e traga muitas alegrias.
Passados os nove meses, eis que nasce o filho tão esperado... Muito mais especial do que imaginavam... Alguns pais ou avós se revoltam com a idealização frustrada... Mas a grande maioria, não. Isto é gratificante ao lidar com pais especiais. Aqueles pais ou um dos dois, que gerou tanta expectativa sobre a chegada daquela criança, não se revolta, porque nascem também uma nova mãe e um novo pai, ou pais muito especiais, que irão mudar as circunstâncias de suas vidas em prol desta criança enviada a eles como um presente.
“Amar, cuidar e educar uma criança especial requer sensibilidade, disponibilidades interna e externa, maturidade que independe da idade cronológica dos pais.”
Amar, cuidar e educar uma criança especial requer sensibilidade, disponibilidades interna e externa, maturidade que independe da idade cronológica dos pais. Essa família viverá uma missão belíssima que é a de viver em uma sociedade com tantos estigmas, mas atualmente com mais possibilidades, onde possam se aprimorar em todos os sentidos. Respeitando o tempo e necessidades da criança, enxergando juntos o lado positivo através desta nova realidade. AFINAL, NADA NESTA VIDA É POR ACASO!
Tive a oportunidade de conhecer um jovem casal que projetou sonhos na primeira gestação. O nome escolhido para o bebê já veio carregado da ideia de que o menino se tornasse jogador de futebol. Tudo correu bem durante a gravidez, mas no momento do parto, a falta de oxigênio no cérebro da criança acarretou problemas sérios. Os médicos deram pouca expectativa de vida para o menino. E mesmo sem o apoio das famílias, os pais mudaram toda sua vida em prol dos cuidados com a criança. Naquele dia, além do bebê, nasceram dois novos seres humanos. A mãe, abriu mão da vida profissional, devido aos cuidados constantes que a criança necessitava, ela acreditava que somente a mãe poderia amar e cuidar da forma que ele merecia e necessitava.
Os médicos se enganaram, a estimativa de vida superou qualquer diagnóstico. Hoje o menino conta com
23 anos, não fala, não anda, depende da mãe em 100%, seu nível de autonomia é zero. Embora seja uma família de poucos recursos financeiros, a mãe sempre está sorrindo com cada mínima evolução no quadro do seu filho. Ela se transformou em uma pessoa paciente, tolerante, sorridente desde o nascimento do seu menino. Ao lado do seu esposo e de sua filha de 20 anos, muito saudável, amam incondicionalmente este ente querido tão especial, que transformou a vida deles e modificou o olhar desta família frente ao que realmente importa dentro de um lar. Compreendendo que são sim bem aventurados e que foram presenteados com um anjo mais que especial.
Deise Alves Barreto de Matos, psicóloga clínica e especialista em psicossomática.
psicologa.deise@gmail.com
www.psi-deisebarreto.blogspot.com
quinta-feira, outubro 31, 2013
Cuidado! O stress do trabalho pode destruir sua vida.
Sigmund Freud dizia: “Não posso imaginar que uma vida sem trabalho seja capaz de trazer qualquer espécie de conforto. A imaginação criadora e o trabalho para mim andam de mãos dadas; não retiro prazer de nenhuma outra coisa”. Concordo com Freud e penso assim, desde que saibamos dosar a energia despendida para o trabalho que escolhemos desenvolver em nossa vida! É de extrema importância o trabalho na vida do indivíduo. “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”. Confúcio foi muito feliz nesta citação. Quando nos encontramos em uma profissão, estudar, trabalhar é prazeroso e o sucesso, acaba sendo consequência. Mas, a inteligência emocional em muito influenciará, como tudo na vida!
Fica perceptível para mim diante da escuta clínica e da observação em ambientes profissionais, que independente da escolha profissional, do acerto na mesma, o nível de stress tem aumentado em várias áreas.
O stress é a resposta fisiológica, psicológica e comportamental de um indivíduo que procura se adaptar e se ajustar às pressões internas e/ou externas. Essas pressões vivenciadas no dia a dia, no âmbito profissional vão potencializando ao ponto de adoecer o indivíduo e afetar o seu relacionamento familiar, por exemplo.
Atualmente se pesquisarmos quantos profissionais tem se afastado do trabalho por problemas psicológicos acarretados pelo stress, o índice é altíssimo. Como exemplo, entre educadores e bancários.
Para vivermos de maneira saudável, precisamos viver com equilíbrio. Despender a nossa energia de acordo com cada área da nossa vida, é um bom começo. Tem o momento de ser e vivenciar o profissional, a família, as amizades e ter outras ocupações além do campo profissional, justamente para equilibrar a energia despendida. Quantos profissionais passam quase 20 horas fora de casa envolvidos com o trabalho? A resposta pode lhe surpreender, mas muitos. E temos também os casos onde o profissional trabalha apenas as suas 8 horas diárias, mas com um nível de pressão tão grande que propicia uma fadiga ao final do dia, tornando o incapaz de ter energia para qualquer outra tarefa e é aí que a doença aparece.
Vale ressaltar que a pressão interna em muitos casos acaba sendo maior que a externa, e tão potencializadora que imobiliza o indivíduo, cabe buscar ajuda profissional para tratar isso, quando não consegue por conta própria.
Temos outro lado, onde buscar no trabalho a fuga para deixar de pensar em problemas de ordem pessoal, o que também contribui para a estafa mental, o stress, a doença.
E você?
Em que nível coloca o trabalho na sua vida?
Enquanto tivermos saúde para trabalhar e se fizermos com prazer é válido toda a energia colocada em prol, além de vivermos com mais conforto, realizarmos sonhos, mas desejar que o dia se transforme em 30 horas para dar conta de todo o trabalho, deixando de lado a qualidade de vida, os demais prazeres que a vida nos proporciona ao lado da nossa família e amigos, cuidando da mente e corpo, é hora de parar e repensar em que consiste a sua vida.
Viva com saúde e com qualidade, para sermos eficientes e eficazes é preciso manter o equilíbrio em qualquer área da nossa vida. Pense nisso!
Deise Alves Barreto, psicóloga clínica e psicossomatista.
psicologa.deise@gmail.com / www.psi-deisebarreto.blogspot.com
Texto elaborado para a sessão família da revista Bem Mais Osasco, edição Nov/2013.
Fica perceptível para mim diante da escuta clínica e da observação em ambientes profissionais, que independente da escolha profissional, do acerto na mesma, o nível de stress tem aumentado em várias áreas.
O stress é a resposta fisiológica, psicológica e comportamental de um indivíduo que procura se adaptar e se ajustar às pressões internas e/ou externas. Essas pressões vivenciadas no dia a dia, no âmbito profissional vão potencializando ao ponto de adoecer o indivíduo e afetar o seu relacionamento familiar, por exemplo.
Atualmente se pesquisarmos quantos profissionais tem se afastado do trabalho por problemas psicológicos acarretados pelo stress, o índice é altíssimo. Como exemplo, entre educadores e bancários.
Para vivermos de maneira saudável, precisamos viver com equilíbrio. Despender a nossa energia de acordo com cada área da nossa vida, é um bom começo. Tem o momento de ser e vivenciar o profissional, a família, as amizades e ter outras ocupações além do campo profissional, justamente para equilibrar a energia despendida. Quantos profissionais passam quase 20 horas fora de casa envolvidos com o trabalho? A resposta pode lhe surpreender, mas muitos. E temos também os casos onde o profissional trabalha apenas as suas 8 horas diárias, mas com um nível de pressão tão grande que propicia uma fadiga ao final do dia, tornando o incapaz de ter energia para qualquer outra tarefa e é aí que a doença aparece.
Vale ressaltar que a pressão interna em muitos casos acaba sendo maior que a externa, e tão potencializadora que imobiliza o indivíduo, cabe buscar ajuda profissional para tratar isso, quando não consegue por conta própria.
Temos outro lado, onde buscar no trabalho a fuga para deixar de pensar em problemas de ordem pessoal, o que também contribui para a estafa mental, o stress, a doença.
E você?
Em que nível coloca o trabalho na sua vida?
Enquanto tivermos saúde para trabalhar e se fizermos com prazer é válido toda a energia colocada em prol, além de vivermos com mais conforto, realizarmos sonhos, mas desejar que o dia se transforme em 30 horas para dar conta de todo o trabalho, deixando de lado a qualidade de vida, os demais prazeres que a vida nos proporciona ao lado da nossa família e amigos, cuidando da mente e corpo, é hora de parar e repensar em que consiste a sua vida.
Viva com saúde e com qualidade, para sermos eficientes e eficazes é preciso manter o equilíbrio em qualquer área da nossa vida. Pense nisso!
Deise Alves Barreto, psicóloga clínica e psicossomatista.
psicologa.deise@gmail.com / www.psi-deisebarreto.blogspot.com
Texto elaborado para a sessão família da revista Bem Mais Osasco, edição Nov/2013.
Receba o amor por Tadashi Kadomoto
Como vocês se relacionam com o amor?
Ser Inteligente Emocionalmente é saber lidar com a sua afetividade e com a afetividade do outro.
Reflita: Você consegue demonstrar com facilidade o seu amor? Você se permite receber amor?
Acredito que para amar é necessário se ENTREGAR. E isto significa deixar de ficar analisando e se apegando a velhos preconceitos.
Amar é ter a coragem de dar um salto no abismo; É acolher o novo com alegria e o coração aberto.
Quantas vezes nos relacionamos afetivamente com alguém e queremos manter o controle, querendo que as coisas aconteçam da nossa maneira?
Isto não é entrega, isto não é amor…
Ser amado e amar significa entrega e intimidade, isto é, estar em sintonia com os sentimentos e emoções do seu parceiro(a).
Muitas pessoas tem medo de se entregar imaginando que irão perder a individualidade…
Confie e se entregue.
Porque na entrega nos tornamos transparentes para o outro, tiramos as nossas máscaras e isto possibilita que o ser amado nos veja e sinta exatamente como verdadeiramente somos.
“A confiança é o suporte básico para a entrega e necessita ser mútua”.
(Tadashi Kadomoto)
Ser Inteligente Emocionalmente é saber lidar com a sua afetividade e com a afetividade do outro.
Reflita: Você consegue demonstrar com facilidade o seu amor? Você se permite receber amor?
Acredito que para amar é necessário se ENTREGAR. E isto significa deixar de ficar analisando e se apegando a velhos preconceitos.
Amar é ter a coragem de dar um salto no abismo; É acolher o novo com alegria e o coração aberto.
Quantas vezes nos relacionamos afetivamente com alguém e queremos manter o controle, querendo que as coisas aconteçam da nossa maneira?
Isto não é entrega, isto não é amor…
Ser amado e amar significa entrega e intimidade, isto é, estar em sintonia com os sentimentos e emoções do seu parceiro(a).
Muitas pessoas tem medo de se entregar imaginando que irão perder a individualidade…
Confie e se entregue.
Porque na entrega nos tornamos transparentes para o outro, tiramos as nossas máscaras e isto possibilita que o ser amado nos veja e sinta exatamente como verdadeiramente somos.
“A confiança é o suporte básico para a entrega e necessita ser mútua”.
(Tadashi Kadomoto)
quarta-feira, outubro 16, 2013
COMO SALVAR NOSSAS CRIANÇAS DO CONSUMISMO
A infância é um período de desenvolvimento físico, mais do que isto, é um período onde o ser desenvolve-se psicologicamente, envolvendo graduais mudanças no comportamento e nas bases de sua personalidade. Se compararmos a infância em décadas anteriores ao ano de 2000, perceberemos muitas mudanças. Tempos atrás as crianças viviam sua ingenuidade, espontaneidade, como constatou Winnicott, pediatra e psicanalista inglês, a importância do brincar e dos primeiros anos na construção da identidade pessoal. Como também a importância do ambiente. A criatividade é de extrema importância no brincar, a partir disto, o indivíduo cria subsídios para dar conta de muitos aspectos ao longo da vida.
Na contemporaneidade o consumismo desenfreado toma conta da vida dos adultos e da realidade infantil. Crianças e adolescentes trocaram brincadeiras e brinquedos simples por eletrônicos ou por uma vida de imitação dos adultos. Hoje, é comum trocar a festa com tema infantil pela festa infantil no cabeleireiro, uma cirurgia plástica no lugar da festa de debutante. Meninas com o desejo de ser mulher precocemente e de forma mais intensa que antigamente.
Crianças comprometidas, além da escola, com o curso de idiomas e com esportes, entretenimentos no Ipad ou Xbox, sem contar o celular moderno, que não pode ficar para trás diante dos colegas da escola. Enfim, o ser humano sempre foi competitivo, desde que o mundo é mundo, as crianças sempre quiseram brinquedos bacanas como os dos amigos, mas o limite, penso, era imposto mais acertadamente em décadas passadas.
As crianças podiam até se frustrar, mas a frustração é necessária para a estruturação da personalidade. O NÃO é importante e antigamente era dito com mais frequência, os pais explicavam que nem tudo que se quer se pode ter ou pelo menos, não naquele momento. Pais até presenteavam os filhos, mas em uma data especial e se realmente fossem merecedores. Atualmente vemos pais que trabalham muito e abrem mão de muitas coisas para deixar o filho ‘na moda’. Os pais estimulam os filhos ao consumismo e a uma briga de egos. “Meu filho estuda em tal escola, pratica tal esporte, possui tal eletrônico...” Pais competem e filhos reproduzem essa competição. Vivemos a era do imediatismo. O que por um lado beneficia os pais. “Trabalho muito e não tenho tempo para lhe dar atenção. Dou eletrônicos e você me deixa em paz!”.
Com o mercado aquecido, homens e mulheres inseridos, com mais oportunidades de proporcionar ‘coisas’ aos filhos, que se adaptam com a tecnologia e com presentes, enquanto se perdem a brincadeira, a troca espontânea, a conversa, a família à mesa do jantar, a reunião para assistir a um programa na sala, é mais cômodo cada um ir para o seu quarto assistir a sua televisão ou mexer no seu notebook. O consumismo acaba sendo um ganho secundário para ambos, pais e filhos, mas a essência da família vai se perdendo e a ‘falta’ do que realmente importa é nítida no vazio de muitas relações.
Deise Alves Barreto, psicóloga clínica e psicossomatista.
psicologa.deise@gmail.com / www.psi-deisebarreto.blogspot.com
Texto elaborado para a sessão Família da Revista BMO - edição Out/13.
Na contemporaneidade o consumismo desenfreado toma conta da vida dos adultos e da realidade infantil. Crianças e adolescentes trocaram brincadeiras e brinquedos simples por eletrônicos ou por uma vida de imitação dos adultos. Hoje, é comum trocar a festa com tema infantil pela festa infantil no cabeleireiro, uma cirurgia plástica no lugar da festa de debutante. Meninas com o desejo de ser mulher precocemente e de forma mais intensa que antigamente.
Crianças comprometidas, além da escola, com o curso de idiomas e com esportes, entretenimentos no Ipad ou Xbox, sem contar o celular moderno, que não pode ficar para trás diante dos colegas da escola. Enfim, o ser humano sempre foi competitivo, desde que o mundo é mundo, as crianças sempre quiseram brinquedos bacanas como os dos amigos, mas o limite, penso, era imposto mais acertadamente em décadas passadas.
As crianças podiam até se frustrar, mas a frustração é necessária para a estruturação da personalidade. O NÃO é importante e antigamente era dito com mais frequência, os pais explicavam que nem tudo que se quer se pode ter ou pelo menos, não naquele momento. Pais até presenteavam os filhos, mas em uma data especial e se realmente fossem merecedores. Atualmente vemos pais que trabalham muito e abrem mão de muitas coisas para deixar o filho ‘na moda’. Os pais estimulam os filhos ao consumismo e a uma briga de egos. “Meu filho estuda em tal escola, pratica tal esporte, possui tal eletrônico...” Pais competem e filhos reproduzem essa competição. Vivemos a era do imediatismo. O que por um lado beneficia os pais. “Trabalho muito e não tenho tempo para lhe dar atenção. Dou eletrônicos e você me deixa em paz!”.
Com o mercado aquecido, homens e mulheres inseridos, com mais oportunidades de proporcionar ‘coisas’ aos filhos, que se adaptam com a tecnologia e com presentes, enquanto se perdem a brincadeira, a troca espontânea, a conversa, a família à mesa do jantar, a reunião para assistir a um programa na sala, é mais cômodo cada um ir para o seu quarto assistir a sua televisão ou mexer no seu notebook. O consumismo acaba sendo um ganho secundário para ambos, pais e filhos, mas a essência da família vai se perdendo e a ‘falta’ do que realmente importa é nítida no vazio de muitas relações.
Deise Alves Barreto, psicóloga clínica e psicossomatista.
psicologa.deise@gmail.com / www.psi-deisebarreto.blogspot.com
Texto elaborado para a sessão Família da Revista BMO - edição Out/13.
segunda-feira, setembro 02, 2013
Avós - O maior amor do mundo
Avós
O maior amor do mundo
Certa vez, li uma frase do Victor Hugo que dizia:“Há pais que não amam os filhos, mas não existe um só avô que não adore o neto”. Então, parei para refletir sobre os avôs e avós contemporâneos.
Vivemos em um tempo onde muitos casais optam por ter seus filhos mais tarde, após estarem estabilizados financeiramente. E quando isso acontece, a maioria dos avós já está na terceira idade, o que nos países desenvolvidos se considera a partir dos 60 anos.
Nascemos, crescemos, amadurecemos e morremos... Eis a lei da vida. E a grande missão dos pais é envelhecer e partir após os filhos estarem casados e amparados. Quantas vezes ouvimos a frase: “Agora que o meu/minha filho(a) se casou, posso descansar, a minha missão está cumprida!”. Ledo engano. Porque tempos depois, vêm os netos!
Para um homem ou mulher maduros, que pensam que a missão já foi cumprida após se aposentarem e verem os filhos seguros, poder participar do nascimento de um neto e conviver com eles, é sentir que podem e devem viver mais e melhor, que a vida não está concluída. Há muito a ensinar e a aprender!
O senso comum afirma que avós são pais duas vezes, é amor dobrado. Eu vou além, os avós despendem uma energia fantástica para curtir os seus netos, muitos estão dispostos a amar e cuidar além de suas forças, o que antes do nascimento deles era impensável. Pode existir amor mais puro?
Fica inteligível que os avós, em muitos casos, quando tiveram os seus filhos não puderam oferecer-lhes tempo e energia para brincar e curtir a paternidade e/ou a maternidade. A maioria ficava muito tempo fora de casa trabalhando para criá-los.
Quando chegam os netos após a aposentadoria, por exemplo, ficar com eles é a maior distração, seja cuidando diariamente para que os pais trabalhem ou curtindo os finais de semana. É poder fazer tudo que não fizeram com os seus filhos e em muitas circunstâncias livres da responsabilidade de educar e criar rigidamente. Mas com aqueles velhos e sábios conselhos de quem tem muita experiência de vida!
Lembrando também que muitos avós são pais, além de avós, seja pela morte ou abandono dos pais, precisaram “reaprender” a cuidar de bebês e sem dúvida o fazem com excelência por tanto amor por aquele pequeno ser que é a única certeza de que a vida é eterna naquele que amamos.
Felizes dos que têm o privilégio de verem os seus pais envelhecerem, de poder dar netos a eles e dos netos que convivem desfrutando do maior amor do mundo... O Amor dos avós para com os netos!
Texto elaborado para a sessão Família da Revista Bem Mais
http://www.revistabemmais.com.br/revista.asp
1/9/2013
O maior amor do mundo
Certa vez, li uma frase do Victor Hugo que dizia:“Há pais que não amam os filhos, mas não existe um só avô que não adore o neto”. Então, parei para refletir sobre os avôs e avós contemporâneos.
Vivemos em um tempo onde muitos casais optam por ter seus filhos mais tarde, após estarem estabilizados financeiramente. E quando isso acontece, a maioria dos avós já está na terceira idade, o que nos países desenvolvidos se considera a partir dos 60 anos.
Nascemos, crescemos, amadurecemos e morremos... Eis a lei da vida. E a grande missão dos pais é envelhecer e partir após os filhos estarem casados e amparados. Quantas vezes ouvimos a frase: “Agora que o meu/minha filho(a) se casou, posso descansar, a minha missão está cumprida!”. Ledo engano. Porque tempos depois, vêm os netos!
Para um homem ou mulher maduros, que pensam que a missão já foi cumprida após se aposentarem e verem os filhos seguros, poder participar do nascimento de um neto e conviver com eles, é sentir que podem e devem viver mais e melhor, que a vida não está concluída. Há muito a ensinar e a aprender!
O senso comum afirma que avós são pais duas vezes, é amor dobrado. Eu vou além, os avós despendem uma energia fantástica para curtir os seus netos, muitos estão dispostos a amar e cuidar além de suas forças, o que antes do nascimento deles era impensável. Pode existir amor mais puro?
Fica inteligível que os avós, em muitos casos, quando tiveram os seus filhos não puderam oferecer-lhes tempo e energia para brincar e curtir a paternidade e/ou a maternidade. A maioria ficava muito tempo fora de casa trabalhando para criá-los.
Quando chegam os netos após a aposentadoria, por exemplo, ficar com eles é a maior distração, seja cuidando diariamente para que os pais trabalhem ou curtindo os finais de semana. É poder fazer tudo que não fizeram com os seus filhos e em muitas circunstâncias livres da responsabilidade de educar e criar rigidamente. Mas com aqueles velhos e sábios conselhos de quem tem muita experiência de vida!
Lembrando também que muitos avós são pais, além de avós, seja pela morte ou abandono dos pais, precisaram “reaprender” a cuidar de bebês e sem dúvida o fazem com excelência por tanto amor por aquele pequeno ser que é a única certeza de que a vida é eterna naquele que amamos.
Felizes dos que têm o privilégio de verem os seus pais envelhecerem, de poder dar netos a eles e dos netos que convivem desfrutando do maior amor do mundo... O Amor dos avós para com os netos!
Texto elaborado para a sessão Família da Revista Bem Mais
http://www.revistabemmais.com.br/revista.asp
1/9/2013
sexta-feira, agosto 02, 2013
Meu pai. Meu herói. Os desafios de ser “pai” no mundo atual!
Meu pai. Meu herói.
Os desafios de ser “pai” no mundo atual
É perceptível, na contemporaneidade, pais mais presentes e participativos na vida dos filhos, independente de estarem casados ou
não com as mães. O número de mães que atuam profissionalmente e despendem boa parte do seu dia à carreira, é altíssimo; assim como o número de crianças que possuem duas casas.
Com o grande número de nascimentos, filhos de relações casuais ou da separação de casais, a tendência para a divisão de cuidados
destinados aos filhos são relativamente grandes comparados ao passado. Portanto, pais mais acessíveis, visto que outrora eram
apenas provedores e deixavam para as mães os cuidados diários. No entanto, com as mudanças dos últimos tempos esta característica
ganhou nova realidade.
Nas clínicas psicológicas é comum filhos(as) admitirem o quanto são amigos de seus pais, até por ter a liberdade para falar sobre qualquer assunto, o que antes era mais comum na relação com as mães.
Os pais estão mais participativos desde o momento da concepção. Compram enxoval, assistem o parto, dão banhos, trocam fraldas,
dão mamadeiras, acordam a noite; além de levarem ao médico, ir às reuniões escolares, brincarem, ajudarem na lição de casa e automaticamente oferecerem afeto e atenção nos bons e maus momentos, o que contribui para a estruturação da personalidade da criança e a da subsídios para um relacionamento mais próximo e amoroso ao longo da vida dos filhos.
Quando o pai é presente e afetuoso, morando ou não na mesma casa, a relação amiga e o sentimento de proteção tendem a se internalizar no filho que utilizará este exemplo e o reproduzirá ao tornar-se pai ou mãe. Muitos casais preocupam-se em dizer o que é certo aos filhos e esquecem de que o maior ensinamento é o exemplo dado com as suas próprias atitudes.
Se ensinar ao seu filho que mentir é inadequado e mesmo assim mentir, quando por exemplo, não quer atender alguém, estará ensinando-o que mentir não é legal, mas que pode fazê-lo; se demonstra à criança que precisa trabalhar muito para presenteá-lo com os melhores eletrônicos, eles aprenderão que ser pai é ser ausente, é ter dinheiro e poder comprar coisas.
Só pode dar amor, quem recebeu amor! Só pode ser honesto, quem conviveu e presenciou exemplos de honestidade! Só tem limite, quem recebe limite! Hoje é mais fácil dar uma boa estrutura aos filhos em todos os sentidos, mas o que vai ser internalizado por eles e o que poderão reproduzir com os seus netos será o limite imposto, a sabedoria adquirida, os valores e princípios vivenciados e aprendidos com a convivência, rica de bons exemplos e afeto.
Somente desta maneira eles poderão amadurecer dizendo: Meu pai! Meu herói! Meu grande exemplo de ser humano!
Texto elaborado para a sessão Família da edição 25 da Revista Bem Mais Osasco.
http://www.revistabemmais.com.br/
https://www.facebook.com/BemMaisOsascoRevista?fref=ts
Deise Alves Barreto, psicóloga clínica e psicossomatista.
psicologa.deise@gmail.com / www.psi-deisebarreto.blogspot.com
01/08/2013
Os desafios de ser “pai” no mundo atual
É perceptível, na contemporaneidade, pais mais presentes e participativos na vida dos filhos, independente de estarem casados ou
não com as mães. O número de mães que atuam profissionalmente e despendem boa parte do seu dia à carreira, é altíssimo; assim como o número de crianças que possuem duas casas.
Com o grande número de nascimentos, filhos de relações casuais ou da separação de casais, a tendência para a divisão de cuidados
destinados aos filhos são relativamente grandes comparados ao passado. Portanto, pais mais acessíveis, visto que outrora eram
apenas provedores e deixavam para as mães os cuidados diários. No entanto, com as mudanças dos últimos tempos esta característica
ganhou nova realidade.
Nas clínicas psicológicas é comum filhos(as) admitirem o quanto são amigos de seus pais, até por ter a liberdade para falar sobre qualquer assunto, o que antes era mais comum na relação com as mães.
Os pais estão mais participativos desde o momento da concepção. Compram enxoval, assistem o parto, dão banhos, trocam fraldas,
dão mamadeiras, acordam a noite; além de levarem ao médico, ir às reuniões escolares, brincarem, ajudarem na lição de casa e automaticamente oferecerem afeto e atenção nos bons e maus momentos, o que contribui para a estruturação da personalidade da criança e a da subsídios para um relacionamento mais próximo e amoroso ao longo da vida dos filhos.
Quando o pai é presente e afetuoso, morando ou não na mesma casa, a relação amiga e o sentimento de proteção tendem a se internalizar no filho que utilizará este exemplo e o reproduzirá ao tornar-se pai ou mãe. Muitos casais preocupam-se em dizer o que é certo aos filhos e esquecem de que o maior ensinamento é o exemplo dado com as suas próprias atitudes.
Se ensinar ao seu filho que mentir é inadequado e mesmo assim mentir, quando por exemplo, não quer atender alguém, estará ensinando-o que mentir não é legal, mas que pode fazê-lo; se demonstra à criança que precisa trabalhar muito para presenteá-lo com os melhores eletrônicos, eles aprenderão que ser pai é ser ausente, é ter dinheiro e poder comprar coisas.
Só pode dar amor, quem recebeu amor! Só pode ser honesto, quem conviveu e presenciou exemplos de honestidade! Só tem limite, quem recebe limite! Hoje é mais fácil dar uma boa estrutura aos filhos em todos os sentidos, mas o que vai ser internalizado por eles e o que poderão reproduzir com os seus netos será o limite imposto, a sabedoria adquirida, os valores e princípios vivenciados e aprendidos com a convivência, rica de bons exemplos e afeto.
Somente desta maneira eles poderão amadurecer dizendo: Meu pai! Meu herói! Meu grande exemplo de ser humano!
Texto elaborado para a sessão Família da edição 25 da Revista Bem Mais Osasco.
http://www.revistabemmais.com.br/
https://www.facebook.com/BemMaisOsascoRevista?fref=ts
Deise Alves Barreto, psicóloga clínica e psicossomatista.
psicologa.deise@gmail.com / www.psi-deisebarreto.blogspot.com
01/08/2013
sábado, junho 01, 2013
Especial Mês dos Namorados: Amor, sempre Amor.
Amor, sempre Amor
Para durar é preciso se reinventar e tolerar

Após relacionamentos destrutivos e desfeitos, é muito comum ver pessoas desiludidas, frustradas e sem nada a fazer para reverter a situação ou pelo menos para cuidar do coração acomodado e/ou magoado.
Que tal sair da posição de conforto? A vida é muito mais! Precisamos passar por experiências boas e ruins para amadurecer. Uns passarão por mais decepções que outros, mas se receber tudo como aprendizado, a vida fica mais leve!
“Não fuja, não crie bloqueios, não se acostume com a infelicidade.“
Não sou a favor dos que ficam juntos por ficar mantendo relações falidas, de conveniências e ou de interesses. Mas, é preciso abrir o coração ao novo, caso esteja em uma relação que lhe oprima. A palavra chave é: PERMITA-SE. As pessoas e suas histórias são diferentes. Cada romance é um romance! Não fuja, não crie bloqueios, não se acostume com a infelicidade. PERMITA-SE! Se machucar o coração novamente? Paciência. Uma hora o amor acontece e quando dois buscam este objetivo, magicamente tudo se completa com paz, cumplicidade, respeito e parceria.
Temos o outro extremo, quando há amor entre o casal, com pouco ou muito tempo de história, com filhos ou não, mas ainda assim se separam por não tolerar mais os defeitos e manias um do outro ou porque a rotina tomou conta da relação, enxergam na separação a solução de todos os problemas. Consequentemente buscam um novo par, imaginando que este novo amor atenderá suas expectativas. Buscando no outro a realização de desejos pessoais, como fazer uma viagem, mudar de casa, entre outros. Vivendo uma falsa impressão de que tudo se resolve facilmente. Ou seja, o que aquele amor não me proporcionou este há de proporcionar.
Mas, já que são necessárias mudanças... Que tal fazê-las com o mesmo(a) companheiro(a)? Se existe rotina, porque não buscar melhorias com quem está ao seu lado e já tem uma história contigo? Geralmente, a intolerância é o fator que mais atrapalha os casais. E quem garante que com um novo par não ocorrerá à mesma insatisfação? No início, toda relação é de sedução e conquista, por que não seduzir sempre? Renovar a chama da relação, recomeçar e recomeçar, quantas vezes for necessário?
Eu desejo AMOR a todos... Entre os namorados, noivos e casados. Que sejam sempre amigos, parceiros, amantes e felizes. RESPEITANDO, sobretudo a individualidade do outro. E aos solteiros, desejo que o amor os encontre e mostre que vale a pena!
A solidão é triste! Envelhecer só é triste! Mas, a opção será sempre sua. Afinal, não dependemos de ninguém para SER FELIZ! Mas, ter alguém para caminhar lado a lado, pode sim te fazer uma pessoa melhor. Não busque perfeição, não existe! Afinal, você também tem defeitos. Procure alguém com objetivos, gostos e até valores parecidos com os seus. Quanto ao futuro? Este será construído aos poucos, baseado em admiração, respeito e confiança.
Como diz, Samuel Johnson: O casamento ocasiona múltiplas dores, mas o celibato não oferece nenhum prazer. Pense nisso!
Deise Alves Barreto é psicóloga clínica e psicossomatista.
psicologa.deise@gmail.com
www.psi-deisebarreto.blogspot.com
Texto elaborado para a Edição 24 da Revista Bem Mais Osasco.
31/5/2013
http://www.revistabemmais.com.br/index_desessao_det.asp?cod_sessao=422
Para durar é preciso se reinventar e tolerar

Após relacionamentos destrutivos e desfeitos, é muito comum ver pessoas desiludidas, frustradas e sem nada a fazer para reverter a situação ou pelo menos para cuidar do coração acomodado e/ou magoado.
Que tal sair da posição de conforto? A vida é muito mais! Precisamos passar por experiências boas e ruins para amadurecer. Uns passarão por mais decepções que outros, mas se receber tudo como aprendizado, a vida fica mais leve!
“Não fuja, não crie bloqueios, não se acostume com a infelicidade.“
Não sou a favor dos que ficam juntos por ficar mantendo relações falidas, de conveniências e ou de interesses. Mas, é preciso abrir o coração ao novo, caso esteja em uma relação que lhe oprima. A palavra chave é: PERMITA-SE. As pessoas e suas histórias são diferentes. Cada romance é um romance! Não fuja, não crie bloqueios, não se acostume com a infelicidade. PERMITA-SE! Se machucar o coração novamente? Paciência. Uma hora o amor acontece e quando dois buscam este objetivo, magicamente tudo se completa com paz, cumplicidade, respeito e parceria.
Temos o outro extremo, quando há amor entre o casal, com pouco ou muito tempo de história, com filhos ou não, mas ainda assim se separam por não tolerar mais os defeitos e manias um do outro ou porque a rotina tomou conta da relação, enxergam na separação a solução de todos os problemas. Consequentemente buscam um novo par, imaginando que este novo amor atenderá suas expectativas. Buscando no outro a realização de desejos pessoais, como fazer uma viagem, mudar de casa, entre outros. Vivendo uma falsa impressão de que tudo se resolve facilmente. Ou seja, o que aquele amor não me proporcionou este há de proporcionar.
Mas, já que são necessárias mudanças... Que tal fazê-las com o mesmo(a) companheiro(a)? Se existe rotina, porque não buscar melhorias com quem está ao seu lado e já tem uma história contigo? Geralmente, a intolerância é o fator que mais atrapalha os casais. E quem garante que com um novo par não ocorrerá à mesma insatisfação? No início, toda relação é de sedução e conquista, por que não seduzir sempre? Renovar a chama da relação, recomeçar e recomeçar, quantas vezes for necessário?
Eu desejo AMOR a todos... Entre os namorados, noivos e casados. Que sejam sempre amigos, parceiros, amantes e felizes. RESPEITANDO, sobretudo a individualidade do outro. E aos solteiros, desejo que o amor os encontre e mostre que vale a pena!
A solidão é triste! Envelhecer só é triste! Mas, a opção será sempre sua. Afinal, não dependemos de ninguém para SER FELIZ! Mas, ter alguém para caminhar lado a lado, pode sim te fazer uma pessoa melhor. Não busque perfeição, não existe! Afinal, você também tem defeitos. Procure alguém com objetivos, gostos e até valores parecidos com os seus. Quanto ao futuro? Este será construído aos poucos, baseado em admiração, respeito e confiança.
Como diz, Samuel Johnson: O casamento ocasiona múltiplas dores, mas o celibato não oferece nenhum prazer. Pense nisso!
Deise Alves Barreto é psicóloga clínica e psicossomatista.
psicologa.deise@gmail.com
www.psi-deisebarreto.blogspot.com
Texto elaborado para a Edição 24 da Revista Bem Mais Osasco.
31/5/2013
http://www.revistabemmais.com.br/index_desessao_det.asp?cod_sessao=422
quarta-feira, março 27, 2013
Meia, Meia ou Meia (Muito bom!!!).
Trocando Seis Por Meia Dúzia
O português praticado no Brasil não é para amadores, nem puristas...
Na recepção dum salão de convenções, em Fortaleza:
- Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso.
- Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
- Sou de Maputo, Moçambique.
- Da África, né?
- Sim, sim, da África.
- Aqui está cheio de africanos, vindo de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos.
- É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade...
- Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito.
- Desculpe, qual sala?
- Meia oito.
- Podes escrever?
- Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68.
- Ah, entendi, meia é seis.
- Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: A organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material: DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?
- Quanto tenho que pagar?
- Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam meia.
- Hmmm! que bom. Ai está: seis reais.
- Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
- Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?
- Isso, meia é cinco.
- Tá bom, meia é cinco.
- Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.
- Então já começou há quinze minutos, são nove e vinte.
- Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.
- Pensei que fosse as 9:05, pois meia não é cinco? Você pode escrever aqui a hora que começa?
- Nove e meia, assim, veja: 9:30
- Ah, entendi, meia é trinta.
- Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?
- Sim, já estou na casa de um amigo.
- Em que bairro?
- No Trinta Bocas.
- Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas?
- Isso mesmo, no bairro Meia Boca.
- Não é meia boca, é um bairro nobre.
- Então deve ser cinco bocas.
- Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?
- E há quem possa entender?
Seis entende?
(Desconheço autoria).
O português praticado no Brasil não é para amadores, nem puristas...
Na recepção dum salão de convenções, em Fortaleza:
- Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso.
- Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
- Sou de Maputo, Moçambique.
- Da África, né?
- Sim, sim, da África.
- Aqui está cheio de africanos, vindo de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos.
- É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade...
- Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito.
- Desculpe, qual sala?
- Meia oito.
- Podes escrever?
- Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68.
- Ah, entendi, meia é seis.
- Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: A organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material: DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?
- Quanto tenho que pagar?
- Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam meia.
- Hmmm! que bom. Ai está: seis reais.
- Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
- Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?
- Isso, meia é cinco.
- Tá bom, meia é cinco.
- Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.
- Então já começou há quinze minutos, são nove e vinte.
- Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.
- Pensei que fosse as 9:05, pois meia não é cinco? Você pode escrever aqui a hora que começa?
- Nove e meia, assim, veja: 9:30
- Ah, entendi, meia é trinta.
- Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?
- Sim, já estou na casa de um amigo.
- Em que bairro?
- No Trinta Bocas.
- Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas?
- Isso mesmo, no bairro Meia Boca.
- Não é meia boca, é um bairro nobre.
- Então deve ser cinco bocas.
- Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?
- E há quem possa entender?
Seis entende?
(Desconheço autoria).
segunda-feira, março 04, 2013
Como lidar com mães que perdem o filho precocemente, por Deise Barreto.

Todos sabemos que a lei natural da vida é “os pais partirem antes dos filhos”. Tanto que se o obstetra tiver que optar pela sobrevivência da mãe ou do filho, faz parte da nossa cultura que essa escolha recaia sobre a mãe, que poderá gerar outros filhos. Ao contrário do pai, a mãe é “cuidadora” por natureza. E, diferentemente de muitas outras espécies, o ser humano recém-nascido depende totalmente de sua mãe, física e psicologicamente. É preciso que a mãe seja saudável, no sentido mais amplo do termo para criar e guiar sua prole.
A ideia de morte natural de um jovem não é comum. Esta situação normalmente é causada por fatores traumáticos (acidentes, assassinatos) ou patológicos (doenças hereditárias ou adquiridas que causem a degeneração precoce do organismo). No entanto, nos dias de hoje, a violência urbana é a que mais tem ceifado a vida de rapazes e moças indiscriminadamente. Somente no Brasil, 600 mil jovens foram assassinados nos últimos 20 anos.
Mães que perdem filhos precocemente, nem sempre procuram um profissional que lhes preste tratamento psicoterápico, método que é de grande ajuda na elaboração do luto. E a sociedade, que precisa acolher essa mãe, também não está preparada culturalmente para vivenciar e lidar com este tipo de perda. Embora saibamos que a morte é a única certeza que temos na vida, independente da crença de cada um, nenhum ser humano está 100% apto a vivenciá-la sem sofrimento. Embora o mesmo não possa ser mensurado, cada indivíduo tem o seu jeito de lidar com a perda e com o luto.
Quando a mãe perde seu filho de maneira traumática tende a ficar “sem chão”, pode vivenciar sentimentos de culpa, inconformismo e revolta. Haverá sofrimento, dor e tristeza. Mas, se ela permitir-se receber ajuda de um profissional, este poderá instruí-la a trabalhar esta perda, entendendo o que esse filho representava em sua vida, ajudando-a a conviver com o luto e propiciando um pouco de conforto, retirando-a do estado de culpa que acomete a maioria das mães, até porque mães sempre acreditam poder e dever amparar seus filhos de tudo e de todos, o que, infelizmente, nem sempre é possível. Por melhor que seja uma mãe, ela não é Deus e não tem o controle sobre o destino do seu filho.
Amigos, familiares com a intenção de amenizar a dor, tentam distraí-las, dar-lhes forças, pedem até que não chorem. Mas é possível não chorar? É possível ser forte? Não, não é possível. Portanto, é preciso buscar ajuda para enfrentar a dor e continuar.
O luto precisa ser vivenciado; sua elaboração é necessária para que tal mãe possa dar continuidade a sua história, de preferência com saúde psíquica para cuidar dos outros filhos. A saudade e a dor da perda podem ser amenizadas, nunca ignoradas. É preciso continuar vivendo e se o filho (a) pudesse mais uma vez estar com sua mãe, com certeza diria: ”Mãe viva a sua vida!”
(Texto escrito para a sessão Família da Revista Bem Mais Osasco - Abril/2013).
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
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